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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Provavelmente o melhor brinquedo

Este é, provavelmente, o melhor brinquedo que saiu no Happy Meal da McDonald's.
Um pinguim que emite um sinal sonoro - tipo um grasnar - em jeito de alarme. É activado pelo movimento. Basta estar perto que ele avisa. E até quando se liga ou desliga a luz ele detecta.
A M. resolveu pô-lo no puxador do quarto para se precaver de intrusos. :)

domingo, 4 de setembro de 2011

Os queques da Camila

Hoje, finalmente, fizemos os queques de chocolate da Camila.
Ela já pedia para os fazermos há meses, senão anos. :S
Ficaram bons, com pedaços de chocolate por dentro. Apenas o topo podia ter resultado melhor. Ficou demasiado estaladiço, nada fofo...

sábado, 3 de setembro de 2011

Kidsland

ou como emular um parque de diversões longínquo.

Hoje a 'tara' da Disneyland Paris esteve ao rubro. Começou logo de manhã. Como hoje é sábado e ficámos todos em casa, deve ter achado que era a oportunidade perfeita para levar a sua avante e dar um saltinho até ao parque de... Paris! Não aceitou o 'vamos noutro dia', nem sequer o 'vamos amanhã', já em desespero de causa. Não.. Para ele tinha de ser 'logo', 'depois', 'hoje'!

Esteve, uma vez mais, agarrado à revista sobre esse parque de diversões. Folheou-a, namorou-a, perguntou o que eram algumas coisas, disse que ele e a mana iam ver os piratas, mas que ele não ia ver as princesas, só a mana.

E chateou, chateou, chateou com o 'vamos à Disneyland, sim?'. E não descansava enquanto não lhe dizíamos 'sim'. Arre. ;)

Expliquei-lhe que é preciso muito dinheiro, 'moedas', para ir, pelo que [era óbvio] foi logo buscar a moeda de dois euros que havia guardado, mas não a encontrou. A irmã correu em seu socorro, foi buscar o porta-moedas dela e deu-lhe uma moeda de cinquenta cêntimos. Ele ainda discutiu porque queria a nota de cinco euros, mas acatou ficar com a moeda e [achou que] tinha o problema da falta de dinheiro resolvido...

Depois do almoço foi o pico da coisa. Arranjou um saco de plástico e pôs lá dentro um pão embrulhado em papel de cozinha e iogurtes líquidos (supostamente para lanchar no parque... francês).

Lá lhe disse que é muito longe, mas ele insistiu que íamos. Chegou a dizer que a Bracalândia também é longe (ou seja, se fomos a um parque que é longe também podemos ir a outro).

Metemo-nos no carro e fomos a um parque perto de casa, mas ao qual nunca tínhamos ido. De nada serviu. 'Não é aqui, não é aqui', 'é para bebés'... Abandonou o parque, deixou-nos lá e foi para a beira do carro.

Foi aí que tive uma ideia luminosa. Ir a um parque noutra cidade, para o convencer com a distância que seria 'longe'. Só que ele dizia que não era por ali, não era por ali (mas por onde é que achava que se deveria ir? ;)). Depois, lá assumiu que não íamos à Disneyland e perguntou como é que se chamava o parque a que íamos. Mais uma ideia luminosa: 'Kidsland'. Sim, íamos ao parque de diversões 'Kidsland'!

E foi assim que chegados a outra cidade, a um parque infantil normalíssimo com jardim e árvores à volta, estávamos na 'Kidsland'. Ainda dentro do carro, espreitou, observou (nós a torcer para que ele ficasse convencido), disse-lhe que era ali o parque 'Kidsland' e dei uns gritinhos de contentamento. Olhou-me sério e... explodiu de alegria.

Estávamos safos.

Chegados a casa, diz: 'outro dia vamos à Disneyland!'. Ai...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lavagem cerebral II

Os quatro no restaurante.
Ele tenta tirar batatas fritas da travessa pela quinquagésima vez.
O pai olha-o de modo fulminante e exclama:
- Jáááááá...
E ele prontamente completa:
- Chega!
Ela intervém rapidamente para apresentar as conclusões das suas 'experiências laboratoriais':
- Estão a ver como lhe lavei bem o cérebro?!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lavagem cerebral

Os dois no banho.
Ela põe-lhe champô no cabelo e faz-lhe uma crista.
Ele fala, fala, não me lembro sobre o quê, mas não deve ter sido nada de mais. :) Ela, qual irmã babada, atira:
- Oh M., és mesmo inteligente! Tens tanta inteligência, mano!
Depois vira-se para mim:
- Estou a lavar o cérebro ao mano! Assim, ele vai ficar ainda mais inteligente.

domingo, 28 de agosto de 2011

[Definitivamente] ela usará isto

Ou a versão 'bolas'...
Usará mais por imposição da mãe do que por vontade própria, já que o estilo dela é o desportivo puro. ;)

sábado, 20 de agosto de 2011

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... ufa... 8!

Um MP4 amarelo, cor favorita.
Uma consola Wii dada pela famelga. Com volante e tudo, que alegrou sobremaneira o pai!
Uma tarde passada na Bracalândia.
Um bolo brigadeiro com imagens dos Smurfs e da Vila Moleza. Dois kg de chocolate só para nós (ai!).
Planos para a festinha com os amigos da escola, que será feita com umas boas semanas de atraso, à conta do calendário escolar, mas isso é só um pormenor. ;)

Oito anos. (Ai!)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Rotinas surpreendentes

Digo-lhe que tem uma maçã para o lanche da manhã (mais não sei o quê, provavelmente um sumo ou um iogurte). Nisto ouço uma expressão de contentamento, de delírio mesmo:

- Boa!! Um lanche saudável! Adoro lanches saudáveis!

E eu, eu fico com uma expressão de surpresa, já que:

1. Ela leva (quase) sempre lanches saudáveis. É (quase) sempre fruta e iogurte. Não percebi a razão daquele contentamento em particular. :)

2. Ela come maçãs praticamente todos os dias. Em vez de estar farta, fica extremamente feliz com a perspectiva de comer mais uma? ;)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

M., cidadã do mundo

No carro...

- Mãe, sabes, eu adoro o meu país. É tão lindo, gosto tanto dele!
(Um único pensamento me ocorre: andou a ver o vídeo contra a Moody's...)

E continua:
- Também gosto de Paris, tem a Disney... Gosto tanto... Vamos lá neste fim-de-semana?
(Espera lá, então gostavas tanto do teu país e agora vais à França? Neste fim-de-semana? Passou-se... ;) )

- Sabes, gosto do mundo todo, de todos os países, de tudo [suspiro profundo], gosto tanto tanto!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um sucesso cá em casa

Sveltesse Fondant Leite Creme. Ela diz que gostava de comer dois iogurtes destes seguidos. Só um sabe a pouco. :) É mesmo minha filha... Apesar de não o dizer, penso sempre o mesmo! E que tal fazerem uns destes em tamanho XL?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Viva a Pitta :)

Pizza:
Ela dizia com dois 'ss'.
Ele diz com dois 'tt'.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Xiiiiiii, tão grande!

No fim-de-semana fomos à Ikea. Já lá não íamos há bastante tempo. Penso que na última vez o M. ainda era bebé. Tínhamos a intenção de deixar o M. e a M. no espaço de brincadeiras de que a Ikea dispõe. Assim, podíamos ver mais tranquilamente o que queríamos, até porque envolvia algumas questões muito 'técnicas', portanto sem interesse algum para as crianças.

Só que a M., apesar de só ter sete anos (quase oito, pronto) está enorme. E a funcionária olha para ela e diz que já é muito grande! Pois que aqui os pais não sabiam que só entram crianças abaixo dos 125 cm. Mediu a M. e concluiu que mede bem acima dos 130 cm, logo nada feito. A M. ficou tristíssima, pois claro. E nós também. E o mais novo também. Porque apesar dele ter dito que ficava sozinho, sem a mana, na área infantil, não quisemos deixar só um. Ainda fomos saber se existia no shopping contíguo algum espaço semelhante que permitisse a entrada a miúdos maiores, mas nada... (há outro espaço mas com os mesmos critérios de altura). É o que dá ter filhos altos...;)

Lá fomos à loja ver algumas coisas 'a correr'. Quer-me parecer que a M. vai ter de se habituar, em breve, a não poder entrar na maioria dos 'espaços' de brincadeira em que o irmão entra. Até há uns tempos era ele que por vezes não podia ir por ser novo demais. Agora é ela. E é um problema tanto mais que ela adora tudo o que envolva actividade. A rapariga é o exercício físico em pessoa...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Avaliação dela

Ela terminou o segundo ano com Excelente a Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio.
Não tem avaliação das Actividades Extra-Curriculares, mas calculo que seja o mesmo. Como diz a professora, ela é boa em tudo o que faz. Até porque tem prazer em fazê-lo e adora aprender. Aliás, tem de estar sempre ocupada. É faladora, mas bem comportada. Gosta de aprender e de estudar, mas também brinca, joga futebol, dança, nada (adora desporto).

Ao nível das Expressões Físico-Motora, Musical, Dramática e Plástica tem nota máxima a tudo, excepto no domínio progressivo da voz (tendo um 'revela').

Nas Capacidades e Competências tem nota máxima nos doze pontos (capacidade de iniciativa, capacidade de organização, responsabilidade, persistência, autonomia, trabalho de grupo, selecção de informação adequada, reflexão, métodos de trabalho, atitudes positivas interpares, tolerância e respeito pelo outro/diferença, reflexão sobre as suas atitudes e comportamentos.

Diz a professora que "é a filha que qualquer pai gostaria de ter" e que "vai com certeza ser bem sucedida pela vida fora". Assim o espero. :)

terça-feira, 15 de março de 2011

[In]disciplina

À mesa, ele teima, ora por pura distracção ora para nos provocar, em limpar as mãos ao pijama, em vez de utilizar o guardanapo. Ralho com ele e lá vai ao guardanapo, mas, logo a seguir, volta ao mesmo, grudado nos desenhos animados do canal Panda.

A irmã observa a situação e, no fim, conclui: O mano é muito IN-DIS-CI-PLI-NA-DO! É isso, ele é IN-DIS-CI-PLI-NA-DO! É como a Cláudia. Sim, a Cláudia do texto que lemos hoje na escola. Blá blá blá fugiu para a floresta blá blá blá e magoou-se e blá blá blá, também foi indisciplinada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se alguém me encontrar,

devolva-me à procedência, p.f.

O meu marido diz que desde que o M. nasceu nunca mais fui a mesma, não sendo isto um elogio.
Infelizmente, é verdade. Há quase três anos que me sinto como se estivesse a suster a respiração. Não consigo desfrutar os meus filhos, nem um nem outro.

Acho que o facto da M. ter nascido primeiro ainda veio tornar tudo mais difícil. O meu marido diz que não. Eu acho que sim. Ficámos mal habituados. A M. é, sempre foi, uma força da natureza, muito independente, aprendeu (quase) tudo sozinha. Teve sempre um desenvolvimento muito linear, admito que nunca tivemos de nos esforçar muito. É difícil lidar com essa força toda, essa independência toda, a teimosia, o ego, mas o resto é, sempre foi, muito fácil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

De dar uma trinca

Chegaram há já algum tempo. Estão lavados, passados e guardados, à espera do Verão. Ainda não chegou a saia de tule violeta para colocar debaixo do vestido às bolas, que lhe há-de conferir ainda mais graça. O que gostava mesmo era de encomendar quase todos os vestido do catálogo, mas, a verdade, é que não teriam muito uso numa rapariga que adora calções, manga curta e futebol. Lá terá de ir à missa com estes dois e com outros que pelo armário dela apareçam.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por que é que a gaja não existe, hã?!

Choradeira de todo o tamanho, hoje de manhã.
A M. descobriu que a Fada dos Dentes não existe. Afinal, quem lhe colocava as moedas debaixo da almofada e levava os dentes era... a mãe. E quem teve de lhe fazer esta revelação foram os próprios pais.

A culpa é do Plano Nacional de Leitura e da professora :P, que, na passada sexta-feira, enviou um livro sobre lendas do mar para ler em casa. E lá vêm as sereias.
- Existem?
- Não, são seres imaginários, como os dragões.
- Os dragões também não existem?
- Não. Então, existiram?
- Não.
- Não pode ser, blá blá blá, existiram, existiram.
[Aqui tem influência, de certo, a paixão pelo FCP].
- Não, não existiram.
- E os dinossauros?
- Esses existiram, mas já não há.
- Pois, e os dragões também existiram, mas já não há.
- Não, esses nunca existiram.

A última lenda do livro é sobre a fada das ondas.

- Ah e tal, mas as fadas existem, não existem?
- Huuummm, deixa ver, hummm, mais ou menos, hummm não.
- Existem!! Porque a fada dos dentes existe! Foi à minha cama e deixou moedas! O primo G. disse que ela não existe, mas ele não sabe, pois não? Ainda não lhe caiu nenhum dente, ele não sabe.
- Ele já sabia este segredo, porque é mais velho.
- Não é nada!!! Tem seis anos como eu!!!
- Pois tem, mas é um mês mais velho, por isso já sabia.
- Não quero que ele seja mais velho do que eu!!!!!!!!!!!!!!!! Quero ser mais velha do que ele!!!!!!!!!!! Buááááááá!!

[Entretando, tinham-me nascido mais um cabelo branco e duas rugas.]

Pronto, lá tivemos de lhe explicar que é só uma história que se conta às crianças pequenas e que ela já é grande, por isso já pode saber o segredo.

Chorou, chorou, chorou.

- É a mãe que guarda os dentinhos e põe moedas, porque tu nasceste da mãe e já tinhas os dentes. 'Vieram' da mãe blá blá blá whiskas saquetas blá blá blá.
- Eu não quero que sejas tuuuuuu!!!! Não!!!! E o Pai Natal?
[Uuuuuuuuuuuuuuppppppppppppssssssssssssssss]
- Eu quero ver o Pai Natal!!!!!!!!!!!!!!! Quero dar-lhe um beijo quando vier cá a casa!!!! Vou ficar nas escadas à espera!!!!!!!!!!!! Ele existe!!!!!!!!!!!!!!

O Pai Natal ficou para depois. O choque já foi suficiente. Foi ficando melhor quando insisti que tinha de guardar o segredo sobre a Fada dos Dentes, para que as crianças mais pequenas, inclusive, o mano, não o descubram. Quando os dentes do mano caírem (coitado, os últimos dentes ainda estão a acabar de crescer e já têm sentença), ela vai ajudar-me a guardá-los e a colocar moedas debaixo da almofada. Depois, quando ele for maior, vamos contar-lhe o segredo.

- Onde é que guardaste os dentes?
- Numa caixinha.
- Quero ver!

Desmistifiquei a Fada dos Dentes. Já não lhe encontro piada alguma. Sou uma fadacida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tem pouco mais

de seis anos e meio, a menina. Entrou para o primeiro ano do primeiro ciclo do Ensino Básico (não era tão mais fácil dizer apenas 'primeira classe'?) em Setembro do ano passado. Devido às vicissitudes da vida, acabou por ir para outra escola que não aquela que estava 'programada'. Tudo novo. Escola nova, professora nova, auxiliares novas, colegas novos. Novos significa desconhecidos. Penso que o facto de ser ao lado de casa facilitou muito.

Como sempre, travou logo amizade com os rapazes. Acho que os escolheu pelo desenho das mochilas. Um tinha uma do Homem-Aranha, outro uma dos Cars. Sempre adepta de super-heróis e coisas sobre rodas, ganhou dois amigos instantâneos. Hoje em dia, é 'professora' de um deles, uma vez que a professora os distribuiu pelas carteiras, aos pares, sendo um 'melhor' do que o outro, para que o primeiro auxilie o segundo quando necessário.

Na reunião pós primeiro período, a professora descreveu-a como sendo muito respeitadora e trabalhadora. Disse que a turma no geral é boa, mas que ela é excelente. Que mesmo quando os bons alunos precisam de um empurrão, ela consegue lá chegar sozinha. Segundo ela, é a filha que qualquer pai gostaria de ter e pensa muitas vezes na sorte que teve ao calhar na turma dela.

Por ironia do destino (tendo em conta as suspeitas que tivemos em relação ao irmão), a escola para a qual teria ido e que acabou por não ir é a única da região que integra uma unidade de ensino a crianças com autismo. Continuando com a ironia, na escola onde está tem na sala uma menina com surdez, que precisa de NEE. Descreve-a da seguinte forma: 'Ela não ouve como nós, mas faz tudo bem e depressa'. Acho que as turmas com crianças com NEE deviam ser a regra, assumindo que houvesse condições para o efeito, e não a excepção, o 'vamos lá porque tem de ser'.

Nos intervalos, joga sempre futebol. Quer treinar muito para ser boa jogadora e guarda-redes. A professora diz que lhe acha um piadão, porque apesar de ser muito dedicada na sala de aula, chega ao recreio e é logo a primeira a pôr todos a jogar futebol. É um despacho, sempre foi.

Na escola aprenderam 19 letras, mas já lê tudo. Palavras complicadíssimas, livros inteiros. De vez em quando, aparece alguma dificuldade, mas esclarece a dúvida e segue. Lê com rapidez e autocorrige-se quando pronuncia mal uma palavra. É curiosa, persistente, teimosa, perfeccionista.

Relembro-lhe, mas nem era preciso, que a vida não pode ser só estudar, também é muito importante brincar. Ela diz que já sabe e é verdade. Faz os trabalhos de casa bem e depressa, regra geral, e depois vai treinar mais com a bola de casa ou vai ver desenhos animados enquanto os imita saltando no sofá até ficar transpirada. Aí, alguém ralha com ela porque também não é preciso tanto. Provavelmente, segue em direcção ao quadro de brincar, pega no giz e faz exercícios de Língua Portuguesa ou de Matemática. Nós somos os alunos. Ela é exigente e nós acabamos por ficar aborrecidos e dispersamos, pelo que continua sozinha ou vai brincar com o irmão. É quase certo que coloca a sua fralda de pano às costas, tipo capa, e a fralda de pano do irmão nas costas dele, também tipo capa, e fingem que são super-heróis.

Acredita que a fada dos dentes levou os quatro dentes que já caíram e deixou ficar moedas em troca, e que o Pai Natal existe e sabe tudo. Continua muito zangada com o rei mau que matou Jesus, e faz tudo para poder ajudar o senhor padre na missa das crianças. Adora comer e até dorme bem, mas é mais por interesse uma vez que já sabe que tem de dormir muito para ser grande e forte.

É a minha filha.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A senhora da mercearia sabe de tudo um pouco

Na passada quinta-feira, dia 17, o M. foi tomar a vacina da Gripe A. A quantidade de 'líquido' pareceu-me minúscula, foi rápido, e, até ver, não houve qualquer reacção. Até a zona da picada ficou quase intacta. O enfermeiro que administrou a vacina, daqueles homens de meia-idade, bigode e poucas falas, pôs-lhe um penso a repuxar a pele toda. Quando eu estava prestes a tirar-lhe o penso porque aquilo estava a fazer-me impressão, ele mandou parar. Disse que é suposto ser assim, deve ser uma técnica qualquer para evitar que aquela zona fique inchada, digo eu, uma vez que efectivamente o braço ficou em perfeito estado.

No fim da toma, a enfermeira que estava à secretária, meteu conversa com o M. Perguntou-lhe se tinha namorada. E eu fiquei a olhar para ela com cara de tacho, de certeza. O meu filho pouco fala, se lhe perguntasse a idade ele até saberia responder, agora 'se tem namorada'? Nem sabe o que isso é. Só conhece mamã, mana, Kittys, Winks e afins, ainda não chegou lá... Ela tem um filho com pouco mais de dois anos e contou que ele pouco dizia, mas que uma tia dela, professora primária e com diplomas em não sei o quê que não percebi mas devia ser algo de importância, dizia para ela não se preocupar. Ele percebia o que lhe diziam e isso, segundo ela, significava que o 'foco' da linguagem estava bem, que a fala viria depois... Segundo a enfermeira, quase de um dia para o outro, o filho começou a falar muito, a dizer frases com tempos verbais e tudo. Disse para não nos preocuparmos. Em vão. Preocupo-me na mesma.

O M. saiu do gabinete e teve de ficar um pouco à espera, cá fora, para ver se fazia alguma reacção. Qual quê. Pôs-se logo a correr de um lado para o outro nos corredores e a meter-se com quem por lá andava. Outra enfermeira passou por ele e ficou admirada por ele já ter tomado a vacina, pensava que ainda estava à espera para entrar. Disse que já estava visto que não ia ter ali qualquer reacção. E não teve.

Amanhã vai a M. à vacina, uma vez que alargaram o limite de idade. Não se pense que não tenho algum receio. Claro que tenho, até porque, como já comentei, hoje em dia há vacinas para tudo, há vacinas a mais. Só que, por outro lado, acaba por ser um sossego, principalmente numa altura de pandemia. Tenho mais medo da doença do que da vacina. E se eles tomaram, pela primeira vez, a vacina sazonal, como é que poderia não lhes dar esta vacina para uma doença que tem trazido consigo complicações graves a nível pulmonar? E sou daquelas que acreditam mais no que é veiculado pela OMS do que pela senhora da mercearia: por alguma razão a mulher da mercearia trabalha na mercearia e não na OMS.

Se pudesse também tomava. Desde que tive a M. perdi o medo absurdo que tinha de agulhas. Agora, se for preciso ir, lá vou eu, corajosa e saltitante, em direcção às picadelas. Fiquei triste (pode?!) quando disseram no noticiário que estão a pensar alargar o limite de idade até aos 30 anos. Tenho mais um bocadinho do que isso. Acho que já disse aqui que não sou normal, mas é só para relembrar. :P

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mas a quem é que os meus filhos saem? :S

Palavras do pai:

Ela vai ser sempre assim roqueira, nunca vai ser princesinha. É assim, pronto.
[Despachada, robusta, atlética, dançarina, festiva, a melhor, a mais forte, a primeira, a que leva tudo à frente.]

Ele vai ser sempre assim parvinho. Vais ver.
[Palhaço - ok, acho que quando o meu filho conseguir ler isto vai ficar ofendido :P -, brincalhão, folião, expressivo, na dele, engraçado, sempre em festa.]

Teimosos e persistentes, os dois, acrescento eu.