de seis anos e meio, a menina. Entrou para o primeiro ano do primeiro ciclo do Ensino Básico (não era tão mais fácil dizer apenas 'primeira classe'?) em Setembro do ano passado. Devido às vicissitudes da vida, acabou por ir para outra escola que não aquela que estava 'programada'. Tudo novo. Escola nova, professora nova, auxiliares novas, colegas novos. Novos significa desconhecidos. Penso que o facto de ser ao lado de casa facilitou muito.
Como sempre, travou logo amizade com os rapazes. Acho que os escolheu pelo desenho das mochilas. Um tinha uma do Homem-Aranha, outro uma dos Cars. Sempre adepta de super-heróis e coisas sobre rodas, ganhou dois amigos instantâneos. Hoje em dia, é 'professora' de um deles, uma vez que a professora os distribuiu pelas carteiras, aos pares, sendo um 'melhor' do que o outro, para que o primeiro auxilie o segundo quando necessário.
Na reunião pós primeiro período, a professora descreveu-a como sendo muito respeitadora e trabalhadora. Disse que a turma no geral é boa, mas que ela é excelente. Que mesmo quando os bons alunos precisam de um empurrão, ela consegue lá chegar sozinha. Segundo ela, é a filha que qualquer pai gostaria de ter e pensa muitas vezes na sorte que teve ao calhar na turma dela.
Por ironia do destino (tendo em conta as suspeitas que tivemos em relação ao irmão), a escola para a qual teria ido e que acabou por não ir é a única da região que integra uma unidade de ensino a crianças com autismo. Continuando com a ironia, na escola onde está tem na sala uma menina com surdez, que precisa de NEE. Descreve-a da seguinte forma: 'Ela não ouve como nós, mas faz tudo bem e depressa'. Acho que as turmas com crianças com NEE deviam ser a regra, assumindo que houvesse condições para o efeito, e não a excepção, o 'vamos lá porque tem de ser'.
Nos intervalos, joga sempre futebol. Quer treinar muito para ser boa jogadora e guarda-redes. A professora diz que lhe acha um piadão, porque apesar de ser muito dedicada na sala de aula, chega ao recreio e é logo a primeira a pôr todos a jogar futebol. É um despacho, sempre foi.
Na escola aprenderam 19 letras, mas já lê tudo. Palavras complicadíssimas, livros inteiros. De vez em quando, aparece alguma dificuldade, mas esclarece a dúvida e segue. Lê com rapidez e autocorrige-se quando pronuncia mal uma palavra. É curiosa, persistente, teimosa, perfeccionista.
Relembro-lhe, mas nem era preciso, que a vida não pode ser só estudar, também é muito importante brincar. Ela diz que já sabe e é verdade. Faz os trabalhos de casa bem e depressa, regra geral, e depois vai treinar mais com a bola de casa ou vai ver desenhos animados enquanto os imita saltando no sofá até ficar transpirada. Aí, alguém ralha com ela porque também não é preciso tanto. Provavelmente, segue em direcção ao quadro de brincar, pega no giz e faz exercícios de Língua Portuguesa ou de Matemática. Nós somos os alunos. Ela é exigente e nós acabamos por ficar aborrecidos e dispersamos, pelo que continua sozinha ou vai brincar com o irmão. É quase certo que coloca a sua fralda de pano às costas, tipo capa, e a fralda de pano do irmão nas costas dele, também tipo capa, e fingem que são super-heróis.
Acredita que a fada dos dentes levou os quatro dentes que já caíram e deixou ficar moedas em troca, e que o Pai Natal existe e sabe tudo. Continua muito zangada com o rei mau que matou Jesus, e faz tudo para poder ajudar o senhor padre na missa das crianças. Adora comer e até dorme bem, mas é mais por interesse uma vez que já sabe que tem de dormir muito para ser grande e forte.
É a minha filha.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
É Carnaval, Papai e mamãe
Há poucos meses, resolvi que já era mais do que altura para o M. chamar 'papá' e 'mamã'. Ele já dizia as palavras, mas não no sentido de nos chamar, dizia mais para ele do que para nós. Até que, falando com a educadora, disse-me que o M. chamava por uma das auxiliares da sala. O M. gosta muito dela e, como ambos são muito 'dados', passam a vida aos beijos, abraços e rebolanços. :) Chama-se Cristina e a educadora disse que o M. a chamava com uma palavra que não sabia bem descrever mas que tinha três sílabas e que era parecida com Cristina.
Ora, perante isto, pus-me a pensar que talvez o M. estivesse a ficar mais predisposto para chamar pelos nomes das pessoas. Certo dia, quando estávamos a trocar-lhe a fralda, o pai foi embora e, claro, o M. começou a stressar, a apontar e a refilar, mas nada de dizer 'papá'. Disse ao meu marido para só se virar quando o chamassem 'papá'. Chamei 'papá, papá' e o meu marido virou-se. Repetiu-se a cena e depois insisti com o M. para que fosse ele a chamar 'papá'. Ele fê-lo uma vez e desde aí nunca mais parou. Poucos dias depois, e eu já chateada porque era só 'papá' para aqui e para acolá, resolvemos fazer o mesmo mas para 'mamã'. Resultou e nunca mais parou. Mais tarde, foi a vez de 'avô' e 'avó', pronunciados com 'b', e de 'mana' (nana).
Há pouco tempo, o M. surpreendeu-nos ao chamar 'pai'. O meu marido lá disse que não era a primeira vez que ele dizia uma palavra qualquer e depois não voltava a repetir, mas eu insisti que ele andava a repetir a palavra várias vezes e era a referir-se a ele. Não o convenci. Nisto, e também ao trocar a fralda, o meu marido sai, fecha a porta, e o M. chama 'pai'. O pai volta e o M. torna a chamar várias vezes 'pai'. Mais tarde, e sem insistência nossa, começa a chamar 'mãe'. E sempre muito feliz ao dizer 'pai' e 'mãe', deve achar piada às palavras novas.
Ultimamente, inovou e fez uma espécie de miscelânea, pelo que somos, agora, 'papai' e 'mamãe', à brasileiro mesmo. Deve ter andado a treinar para o Carnaval. :P Hoje, lá foi para a festinha de Carnaval do colégio, apesar de ter sido uma noite péssima com ele sempre a tossir e a vomitar alguma expectoração (devo confessar que fico 'feliz' com estes vómitos úteis em que praticamente não sai comida mas sai a viscosidade :S).
[CSR, p.f. manda-me um mail ou um convite para o teu blog, uma vez que não tenho o teu contacto.]
Ora, perante isto, pus-me a pensar que talvez o M. estivesse a ficar mais predisposto para chamar pelos nomes das pessoas. Certo dia, quando estávamos a trocar-lhe a fralda, o pai foi embora e, claro, o M. começou a stressar, a apontar e a refilar, mas nada de dizer 'papá'. Disse ao meu marido para só se virar quando o chamassem 'papá'. Chamei 'papá, papá' e o meu marido virou-se. Repetiu-se a cena e depois insisti com o M. para que fosse ele a chamar 'papá'. Ele fê-lo uma vez e desde aí nunca mais parou. Poucos dias depois, e eu já chateada porque era só 'papá' para aqui e para acolá, resolvemos fazer o mesmo mas para 'mamã'. Resultou e nunca mais parou. Mais tarde, foi a vez de 'avô' e 'avó', pronunciados com 'b', e de 'mana' (nana).
Há pouco tempo, o M. surpreendeu-nos ao chamar 'pai'. O meu marido lá disse que não era a primeira vez que ele dizia uma palavra qualquer e depois não voltava a repetir, mas eu insisti que ele andava a repetir a palavra várias vezes e era a referir-se a ele. Não o convenci. Nisto, e também ao trocar a fralda, o meu marido sai, fecha a porta, e o M. chama 'pai'. O pai volta e o M. torna a chamar várias vezes 'pai'. Mais tarde, e sem insistência nossa, começa a chamar 'mãe'. E sempre muito feliz ao dizer 'pai' e 'mãe', deve achar piada às palavras novas.
Ultimamente, inovou e fez uma espécie de miscelânea, pelo que somos, agora, 'papai' e 'mamãe', à brasileiro mesmo. Deve ter andado a treinar para o Carnaval. :P Hoje, lá foi para a festinha de Carnaval do colégio, apesar de ter sido uma noite péssima com ele sempre a tossir e a vomitar alguma expectoração (devo confessar que fico 'feliz' com estes vómitos úteis em que praticamente não sai comida mas sai a viscosidade :S).
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Em piloto automático
Gostava de adormecer e só acordar quando o meu filho falar (o que significaria vê-lo mesmo bem).
Eu sei que há situações muito mais complicadas, que há milhões de pessoas a morrer à fome e que houve um terramoto catastrófico, mas não consigo ficar mais feliz ou menos infeliz por causa disso. O que se passa aqui pode nada interessar à humanidade, mas está a dizimar-me.
Eu sei que há situações muito mais complicadas, que há milhões de pessoas a morrer à fome e que houve um terramoto catastrófico, mas não consigo ficar mais feliz ou menos infeliz por causa disso. O que se passa aqui pode nada interessar à humanidade, mas está a dizimar-me.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A senhora da mercearia sabe de tudo um pouco
Na passada quinta-feira, dia 17, o M. foi tomar a vacina da Gripe A. A quantidade de 'líquido' pareceu-me minúscula, foi rápido, e, até ver, não houve qualquer reacção. Até a zona da picada ficou quase intacta. O enfermeiro que administrou a vacina, daqueles homens de meia-idade, bigode e poucas falas, pôs-lhe um penso a repuxar a pele toda. Quando eu estava prestes a tirar-lhe o penso porque aquilo estava a fazer-me impressão, ele mandou parar. Disse que é suposto ser assim, deve ser uma técnica qualquer para evitar que aquela zona fique inchada, digo eu, uma vez que efectivamente o braço ficou em perfeito estado.
No fim da toma, a enfermeira que estava à secretária, meteu conversa com o M. Perguntou-lhe se tinha namorada. E eu fiquei a olhar para ela com cara de tacho, de certeza. O meu filho pouco fala, se lhe perguntasse a idade ele até saberia responder, agora 'se tem namorada'? Nem sabe o que isso é. Só conhece mamã, mana, Kittys, Winks e afins, ainda não chegou lá... Ela tem um filho com pouco mais de dois anos e contou que ele pouco dizia, mas que uma tia dela, professora primária e com diplomas em não sei o quê que não percebi mas devia ser algo de importância, dizia para ela não se preocupar. Ele percebia o que lhe diziam e isso, segundo ela, significava que o 'foco' da linguagem estava bem, que a fala viria depois... Segundo a enfermeira, quase de um dia para o outro, o filho começou a falar muito, a dizer frases com tempos verbais e tudo. Disse para não nos preocuparmos. Em vão. Preocupo-me na mesma.
O M. saiu do gabinete e teve de ficar um pouco à espera, cá fora, para ver se fazia alguma reacção. Qual quê. Pôs-se logo a correr de um lado para o outro nos corredores e a meter-se com quem por lá andava. Outra enfermeira passou por ele e ficou admirada por ele já ter tomado a vacina, pensava que ainda estava à espera para entrar. Disse que já estava visto que não ia ter ali qualquer reacção. E não teve.
Amanhã vai a M. à vacina, uma vez que alargaram o limite de idade. Não se pense que não tenho algum receio. Claro que tenho, até porque, como já comentei, hoje em dia há vacinas para tudo, há vacinas a mais. Só que, por outro lado, acaba por ser um sossego, principalmente numa altura de pandemia. Tenho mais medo da doença do que da vacina. E se eles tomaram, pela primeira vez, a vacina sazonal, como é que poderia não lhes dar esta vacina para uma doença que tem trazido consigo complicações graves a nível pulmonar? E sou daquelas que acreditam mais no que é veiculado pela OMS do que pela senhora da mercearia: por alguma razão a mulher da mercearia trabalha na mercearia e não na OMS.
Se pudesse também tomava. Desde que tive a M. perdi o medo absurdo que tinha de agulhas. Agora, se for preciso ir, lá vou eu, corajosa e saltitante, em direcção às picadelas. Fiquei triste (pode?!) quando disseram no noticiário que estão a pensar alargar o limite de idade até aos 30 anos. Tenho mais um bocadinho do que isso. Acho que já disse aqui que não sou normal, mas é só para relembrar. :P
No fim da toma, a enfermeira que estava à secretária, meteu conversa com o M. Perguntou-lhe se tinha namorada. E eu fiquei a olhar para ela com cara de tacho, de certeza. O meu filho pouco fala, se lhe perguntasse a idade ele até saberia responder, agora 'se tem namorada'? Nem sabe o que isso é. Só conhece mamã, mana, Kittys, Winks e afins, ainda não chegou lá... Ela tem um filho com pouco mais de dois anos e contou que ele pouco dizia, mas que uma tia dela, professora primária e com diplomas em não sei o quê que não percebi mas devia ser algo de importância, dizia para ela não se preocupar. Ele percebia o que lhe diziam e isso, segundo ela, significava que o 'foco' da linguagem estava bem, que a fala viria depois... Segundo a enfermeira, quase de um dia para o outro, o filho começou a falar muito, a dizer frases com tempos verbais e tudo. Disse para não nos preocuparmos. Em vão. Preocupo-me na mesma.
O M. saiu do gabinete e teve de ficar um pouco à espera, cá fora, para ver se fazia alguma reacção. Qual quê. Pôs-se logo a correr de um lado para o outro nos corredores e a meter-se com quem por lá andava. Outra enfermeira passou por ele e ficou admirada por ele já ter tomado a vacina, pensava que ainda estava à espera para entrar. Disse que já estava visto que não ia ter ali qualquer reacção. E não teve.
Amanhã vai a M. à vacina, uma vez que alargaram o limite de idade. Não se pense que não tenho algum receio. Claro que tenho, até porque, como já comentei, hoje em dia há vacinas para tudo, há vacinas a mais. Só que, por outro lado, acaba por ser um sossego, principalmente numa altura de pandemia. Tenho mais medo da doença do que da vacina. E se eles tomaram, pela primeira vez, a vacina sazonal, como é que poderia não lhes dar esta vacina para uma doença que tem trazido consigo complicações graves a nível pulmonar? E sou daquelas que acreditam mais no que é veiculado pela OMS do que pela senhora da mercearia: por alguma razão a mulher da mercearia trabalha na mercearia e não na OMS.
Se pudesse também tomava. Desde que tive a M. perdi o medo absurdo que tinha de agulhas. Agora, se for preciso ir, lá vou eu, corajosa e saltitante, em direcção às picadelas. Fiquei triste (pode?!) quando disseram no noticiário que estão a pensar alargar o limite de idade até aos 30 anos. Tenho mais um bocadinho do que isso. Acho que já disse aqui que não sou normal, mas é só para relembrar. :P
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Pequenas conquistas
Identifica praticamente todas as partes da cara e do corpo. Diz pé há muito tempo, por vezes diz mão e ultimamente parece tentar dizer mais algumas partes.
Imita o Sapo. 'Como é que faz o Sapo?', pergunto, e ele faz os gestos do anúncio.
'Canta a Popota, M!' e ele cantarola 'ta-ta ta-ta-ta ta-ta ta-ta-ta'. Também canta os Irmãos Koala e suspeito que aprendeu o 'Pinheirinho' no colégio.
Depois de pedir para o tirar da cadeira do carro (diz qualquer coisa parecida com 'tira'), quer descer dela e saltar do carro sozinho (os meus filhos têm mesmo a mania da independência): conta 'um, dois, três', à sua moda, e salta.
Quantos anos tens? 'Dô!', por vezes acompanhado dos dois dedos indicadores em riste.
Muitas vezes pedimos-lhe que identifique os membros da família. Há dias, por iniciativa dele, identificou todos de seguida, muito satisfeito: mamã, papá, ana (mana/M.), e uma espécie de avô e avó.
Ainda pouco fala e já quer saber ler.:P Estava a M. no banho com ele, a tentar ler o que dizia no sabonete líquido e chega à conclusão que é 'ba-nho!'. O M., quando consegue apanhar a embalagem, imita a irmã, apontando com o dedinho e dizendo 'ba ba ba'. O feito repetiu-se quando a M. estava a ler o título de um livro da Dora. Lá foi ele, a seguir, ler também.
Imita o Sapo. 'Como é que faz o Sapo?', pergunto, e ele faz os gestos do anúncio.
'Canta a Popota, M!' e ele cantarola 'ta-ta ta-ta-ta ta-ta ta-ta-ta'. Também canta os Irmãos Koala e suspeito que aprendeu o 'Pinheirinho' no colégio.
Depois de pedir para o tirar da cadeira do carro (diz qualquer coisa parecida com 'tira'), quer descer dela e saltar do carro sozinho (os meus filhos têm mesmo a mania da independência): conta 'um, dois, três', à sua moda, e salta.
Quantos anos tens? 'Dô!', por vezes acompanhado dos dois dedos indicadores em riste.
Muitas vezes pedimos-lhe que identifique os membros da família. Há dias, por iniciativa dele, identificou todos de seguida, muito satisfeito: mamã, papá, ana (mana/M.), e uma espécie de avô e avó.
Ainda pouco fala e já quer saber ler.:P Estava a M. no banho com ele, a tentar ler o que dizia no sabonete líquido e chega à conclusão que é 'ba-nho!'. O M., quando consegue apanhar a embalagem, imita a irmã, apontando com o dedinho e dizendo 'ba ba ba'. O feito repetiu-se quando a M. estava a ler o título de um livro da Dora. Lá foi ele, a seguir, ler também.
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sábado, 28 de novembro de 2009
Grandes Compras
Há duas semanas atrás aproveitámos a promoção dos 50% de desconto em calçado do Continente. Tenho pena da variedade e quantidade de calçado não ser maior. Estava tudo muito vazio, mas o que consegui encontrar veio mesmo a calhar.
Na semana passada, foi a vez dos 50% em vestuário de criança. Fui no primeiro dia (sexta-feira), gastei cerca de 200 euros em vários sacos de roupa para os dois, e consegui compor o guarda-roupa deles, que estava quase depenado. Como ainda tinha um vale de 10% desconto para utilizar numa compra, a roupa acabou por ter um desconto total de 60%, ou seja, acabei por ficar apenas depenada em cerca de 80 euros. Ainda voltei lá no dia seguinte para trazer mais uns sacos de camisolas polares e outros artigos, os quais 'paguei' com o saldo do dia anterior, ainda sobrou e juntei mais os 5o% desse dia.
Agora, há a promoção de 50% desconto em grandes marcas, entre as quais estão as toalhitas Dodot. Eu e o Belmiro temos uma qualquer conexão telepática, só pode. É que, para além da evidente relação que nos une (ele quer que eu faça as compras no Continente e eu vou lá fazer-lhe a vontade de forma recorrente :P), ele adivinha quando é que as toalhitas do M. estão a acabar. Sempre que penso 'estava mesmo a precisar que fizessem a promoção das toalhitas', lá aparece ela. Já lá fui e abasteci o meu stock das ditas, aproveitando ainda a promoção de 50% que também havia nos champôs Johnson (eu não digo, o B. está sempre em preocupado com o nosso bem-estar :P).
Pelo meu aniversário, enviaram-me um vale de dez euros virtuais, para gastar no Continente on-line. Pensava que tinha até ao fim do mês para fazer a compra, mas, afinal, tinha só sete dias, pelo que vou ficar com esse imenso desgosto de não ter aproveitado dez euritos à borla. Humpf!
Sejamos francos, como os outros hipermercados da região, regra geral, são uma badalhoquice (sim, tem de ser mesmo esta palavra porque é a mais fiel à realidade), acabo por fazer o grosso das compras no Continente. Só vou aos outros fazer pequenas compras ou aproveitar algumas promoções interessantes. Por isso, agradeço os descontos de 50%, os vales de 10% e tudo o resto que possam colocar ao meu dispor. E depois deste momento publicitário, até merecia que fizessem 50% desconto nas fraldas Dodot Activity tamanho 5, não merecia? ;)
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Prognósticos, já se sabe, só no fim
O M. ja fez um EEG há uns meses atrás. O pediatra mandou fazê-lo para despistar possíveis 'ausências'. Mais por insistência da nossa parte, porque, pela nossa descrição, não lhe parecia que fosse o caso.
No dia do exame, a técnica disse que não via nada de relevante no traçado, mas que ainda tinha de ser visto pela médica. Já com o relatório na mão, o pediatra disse que 'ausências' o M. não tem, porque nos exames elas correspondem a um traçado muito específico, o qual não aparecia no do M. Qualquer das formas e, segundo ele, aquele exame acaba por não ser 'nem carne nem peixe' porque revela que pode haver 'qualquer coisa' mas basicamente é inconclusivo (remete para relacionar com a 'clínica demonstrada'). As 'ausências', que era o que poderia ter face aos 'sinais', não tem. O 'qualquer coisa' também não deve ter, pois em princípio apontaria para convulsões daquelas mesmo evidentes, e isso nunca aconteceu. Além disso, sem medicação, a tendência era para os 'sinais' se agravarem, os episódios seriam mais recorrentes, e isso também não aconteceu. Podemos repetir o exame, mas convém deixar passar de seis meses a um ano.
O que é que eu acho? Que ele não tem qualquer forma de epilepsia. Pelo que sei, só há epilepsia quando a um EEG alterado há uma correspondência de crises convulsivas na 'vida real'. Epilepsia no papel sem ter correspondência 'visível' não é nada, e em crianças destas idades o cérebro ainda está em desenvolvimento...
...
Ontem, quando fui buscar o M. para ir ao pediatra, falei com a educadora. Ela deu-me o nome de uma terapeuta da fala que recomenda. Diz que não acha urgente e que se não soubesse que nós, pais, nos preocupamos com a questão na fala, provavelmente nem sugeria nada. Mas que acha que podíamos tentar, porque o M. está bem nas outras áreas e só falta essa. Segundo ela, quem convive com o M. nem se apercebe que ele não fala, porque ele é vivaço e passa a mensagem de outras formas. Diz que o M. está muito bem no comportamento geral e que faz muitas tentativas para falar, já não se irrita a fazê-lo, procura conseguir. Eu também noto isto. Acho que o M. no desenvolvimento global está igual a qualquer outro miúdo, até noto que ele procura mais interacção e brincadeira do que as crianças da idade dele que encontramos. O M. é muito 'dado' e, lá está, está sempre pronto para a 'festa'. As palavras da educadora sempre me tranquilizaram, porque ela passa muito tempo com ele e é muito atenta.
Fomos, então, à consulta com o pediatra, que também costuma ser muito calmo e tranquilizador. Sempre disse que achava que o M. não tinha nada de patológico, que era uma questão de (i)maturidade. Só que, desta vez, o discurso dele foi um pouco diferente. Continua a dizer que acha que é tudo uma questão comportamental/educacional e do desenvolvimento dele, mas que não nos pode garantir que não haja um problema neurológico por trás. Diz que uma lesão neurológica pode estar na origem do problema da fala e de alguma irritabilidade (eu acho que o M. é apenas muito senhor de si, mas posso estar em negação...).
Quanto à terapia da fala, que a educadora sugeriu como algo que poderia dar um 'empurrão e dicas', o pediatra acha que não vale a pena, que só serve para corrigir ou para identificar a origem do problema quando a criança já fala alguma coisa. Quanto ao episódio do vómito, diz que pode ser uma coisa banal, mas também pode não ser (obrigadinha...), mas não deu grande relevância. Ah! Se houver um problema neurológico, ele diz que temos de nos preparar para o M. ter as suas limitações e que só irá até onde pode ir. Aqui eu não sei se o pediatra percebeu que a nível cognitivo o M. está muito bem, pelo menos é isso que vemos em casa e que a educadora vê no colégio. É inteligente, desenrascado, curioso, interessado. O que me preocupa é mesmo 'só' a fala.
Mais uma vez por insistência minha (mas por que é que não me calo?), lá acabou por dizer que podemos fazer uma avaliação com a pediatra do desenvolvimento, que só está lá uma vez por mês e que, por acaso, até vai estar lá amanhã. Só que está tudo cheio, não consegui vaga. O pediatra diz que provavelmente ela vai acabar por recomendar ir ao neurologista e que este talvez mande fazer uma ressonância magnética, mas, que para já, devíamos evitar esse exame porque envolve anestesia e mais não sei o quê e o miúdo ainda é pequeno.
Só uma nota: no fim de Agosto, o pediatra achou que o M. estava mais calmo (na altura, não consegui deixar de rir perante esta observação, porque o M. está cada vez mais reguila) e mais de acordo com a idade dele. Agora pode ter um problema neurológico. Posto isto, vou só ali atirar-me do sofá e volto já.
...
Voltei.
Qualquer dia sou eu que preciso de tratamento.:S Isto de ir aos médicos é vicioso, não acaba, é labiríntico. Por isso é que eu e meu marido temos evitado encontrar-nos com tais seres. É que chegámos à brilhante conclusão de que não chegamos a conclusão alguma. Eu juro que já não posso com eles, e até nem é por causa deles em si, é mesmo pela confusão da 'coisa'. Já fico impaciente perante eles, e isso deve-se notar. É como se diz, qualquer dia se não se morre da doença morre-se da cura.
Para mim, o M. não tem autismo (as coisas que me podiam levar a pensar isso desapareceram), não tem epilepsia, não é hiperactivo, não tem défice cognitivo. Não sei se tem outra coisa qualquer que desconheço e palpita-me que os médicos também não saberão. E isto tudo irrita-me, porque (e como a educadora e eu já concluímos) se fosse há uns anos atrás (não era preciso recuar muito) ninguém pensava que o M. pudesse ter algum problema. Agora é tudo fast e standard, tem de ser tudo fast e standard.
A propósito disso, no primeiro dia de colégio da M., quando foi para a sala dos três anos, a educadora dela deixou-me ficar um pouco na sala, no início. Havia lá um menino 'novo' que ficou a olhar para um lápis como se de um bicho de 52 patas se tratasse. A educadora, inclusive, olhou para mim, do género 'ele não sabe o que é um lápis, aos três anos'... Bolas, que o meu filho sabe o que é um lápis desde que tinha menos de um ano. Quando foi para o colégio, a educadora até disse que o M. fazia uma coisa que os outros, em geral, ainda não faziam: trocar de lápis. Já tinha noção que podia pintar com uma cor, depois com outra, provavelmente por ver a M. a fazer isso em casa. Aliás, a educadora sempre sempre mas sempre disse que a nível cognitivo e social o M. estava a par dos outros. Agora, vou para a pediatra do desenvolvimento avaliá-lo a nível cognitivo? Bem, se eu tivesse levado a M. com esta idade à pediatra do desenvolvimento, não sei se ela 'passava' (LOL), porque ela não ligava a puzzles, a jogos de encaixe e outras coisas que tais. Só queria festa (deve ser genético), saltar, jogar à bola, andar de triciclo, brincar e outras coisas muito pouco intelectuais e de utilidade pública.
...
O M. começou a andar tarde, é um facto. Gatinhava como se não houvesse amanhã, mas andar mesmo só aos 17 meses (se pensarmos que o filho da podologista começou a andar aos 18 meses e o meu marido aos 19, até que não está mal). Lá começou meio a medo, mas o certo é que, hoje, trepa sofás e cadeiras, salta, corre, cai e levanta-se num ápice, sobe escadas de escorregas com destreza, tenta subir para a cadeira do carro e salta fora dela. Aliás, ele imita a M. em tudo e consegue fazer quase tudo o que ela faz, o que penso ser bom já que ela tem mais de seis anos, não? O M. não ligava muito a bolas, agora anda atrás delas tipo Ronaldo; andava na mota eléctrica, mas tinha que andar alguém atrás dele, agora vai pegar nela, anda, faz marcha-atrás, sobe e desce passeios, põe-se em pé e quando lhe dizemos para se sentar faz olhar de mafioso e põe-se, claro, em pé... Enfim, não sei o que hei-de pensar.
Em relação à tal 'irritabilidade', se o meu é assim, o neto dela não é 'melhor'. Ambos querem lavar os dentes sozinhos, não deixam que alguém os lave. Ambos não se querem vestir de manhã (o neto até dorme vestido para de manhã ser só sair da cama, senão faz birra). Ambos fazem birra se querem ir para a esquerda e nós para a direita. Ambos querem calçar sapatos e vestir casacos para ir à rua, senão lá vem birra. Como o M., o neto dela gosta do banho, mas não quer sair de lá, nem quando a água já está gelada e ele roxo (o M. ainda colabora na saída, tem é que vestir o roupão da mana). E, claro, depois não se quer vestir. Cruza os braços e, geralmente, é preciso haver umas três pessoas disponíveis para o agarrar e vestir (eu, sozinha, ainda consigo vestir o M., embora a custo, já que ele teima em andar nu, frio e engelhado atrás do Homem-Aranha e do Noddy; de vez em quando resolve colaborar, distraído com os desenhos animados dos Irmãos Koala, a ler um livro ou a brincar com uma novidade qualquer).
No dia do exame, a técnica disse que não via nada de relevante no traçado, mas que ainda tinha de ser visto pela médica. Já com o relatório na mão, o pediatra disse que 'ausências' o M. não tem, porque nos exames elas correspondem a um traçado muito específico, o qual não aparecia no do M. Qualquer das formas e, segundo ele, aquele exame acaba por não ser 'nem carne nem peixe' porque revela que pode haver 'qualquer coisa' mas basicamente é inconclusivo (remete para relacionar com a 'clínica demonstrada'). As 'ausências', que era o que poderia ter face aos 'sinais', não tem. O 'qualquer coisa' também não deve ter, pois em princípio apontaria para convulsões daquelas mesmo evidentes, e isso nunca aconteceu. Além disso, sem medicação, a tendência era para os 'sinais' se agravarem, os episódios seriam mais recorrentes, e isso também não aconteceu. Podemos repetir o exame, mas convém deixar passar de seis meses a um ano.
O que é que eu acho? Que ele não tem qualquer forma de epilepsia. Pelo que sei, só há epilepsia quando a um EEG alterado há uma correspondência de crises convulsivas na 'vida real'. Epilepsia no papel sem ter correspondência 'visível' não é nada, e em crianças destas idades o cérebro ainda está em desenvolvimento...
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Ontem, quando fui buscar o M. para ir ao pediatra, falei com a educadora. Ela deu-me o nome de uma terapeuta da fala que recomenda. Diz que não acha urgente e que se não soubesse que nós, pais, nos preocupamos com a questão na fala, provavelmente nem sugeria nada. Mas que acha que podíamos tentar, porque o M. está bem nas outras áreas e só falta essa. Segundo ela, quem convive com o M. nem se apercebe que ele não fala, porque ele é vivaço e passa a mensagem de outras formas. Diz que o M. está muito bem no comportamento geral e que faz muitas tentativas para falar, já não se irrita a fazê-lo, procura conseguir. Eu também noto isto. Acho que o M. no desenvolvimento global está igual a qualquer outro miúdo, até noto que ele procura mais interacção e brincadeira do que as crianças da idade dele que encontramos. O M. é muito 'dado' e, lá está, está sempre pronto para a 'festa'. As palavras da educadora sempre me tranquilizaram, porque ela passa muito tempo com ele e é muito atenta.
Fomos, então, à consulta com o pediatra, que também costuma ser muito calmo e tranquilizador. Sempre disse que achava que o M. não tinha nada de patológico, que era uma questão de (i)maturidade. Só que, desta vez, o discurso dele foi um pouco diferente. Continua a dizer que acha que é tudo uma questão comportamental/educacional e do desenvolvimento dele, mas que não nos pode garantir que não haja um problema neurológico por trás. Diz que uma lesão neurológica pode estar na origem do problema da fala e de alguma irritabilidade (eu acho que o M. é apenas muito senhor de si, mas posso estar em negação...).
Quanto à terapia da fala, que a educadora sugeriu como algo que poderia dar um 'empurrão e dicas', o pediatra acha que não vale a pena, que só serve para corrigir ou para identificar a origem do problema quando a criança já fala alguma coisa. Quanto ao episódio do vómito, diz que pode ser uma coisa banal, mas também pode não ser (obrigadinha...), mas não deu grande relevância. Ah! Se houver um problema neurológico, ele diz que temos de nos preparar para o M. ter as suas limitações e que só irá até onde pode ir. Aqui eu não sei se o pediatra percebeu que a nível cognitivo o M. está muito bem, pelo menos é isso que vemos em casa e que a educadora vê no colégio. É inteligente, desenrascado, curioso, interessado. O que me preocupa é mesmo 'só' a fala.
Mais uma vez por insistência minha (mas por que é que não me calo?), lá acabou por dizer que podemos fazer uma avaliação com a pediatra do desenvolvimento, que só está lá uma vez por mês e que, por acaso, até vai estar lá amanhã. Só que está tudo cheio, não consegui vaga. O pediatra diz que provavelmente ela vai acabar por recomendar ir ao neurologista e que este talvez mande fazer uma ressonância magnética, mas, que para já, devíamos evitar esse exame porque envolve anestesia e mais não sei o quê e o miúdo ainda é pequeno.
Só uma nota: no fim de Agosto, o pediatra achou que o M. estava mais calmo (na altura, não consegui deixar de rir perante esta observação, porque o M. está cada vez mais reguila) e mais de acordo com a idade dele. Agora pode ter um problema neurológico. Posto isto, vou só ali atirar-me do sofá e volto já.
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Voltei.
Qualquer dia sou eu que preciso de tratamento.:S Isto de ir aos médicos é vicioso, não acaba, é labiríntico. Por isso é que eu e meu marido temos evitado encontrar-nos com tais seres. É que chegámos à brilhante conclusão de que não chegamos a conclusão alguma. Eu juro que já não posso com eles, e até nem é por causa deles em si, é mesmo pela confusão da 'coisa'. Já fico impaciente perante eles, e isso deve-se notar. É como se diz, qualquer dia se não se morre da doença morre-se da cura.
Para mim, o M. não tem autismo (as coisas que me podiam levar a pensar isso desapareceram), não tem epilepsia, não é hiperactivo, não tem défice cognitivo. Não sei se tem outra coisa qualquer que desconheço e palpita-me que os médicos também não saberão. E isto tudo irrita-me, porque (e como a educadora e eu já concluímos) se fosse há uns anos atrás (não era preciso recuar muito) ninguém pensava que o M. pudesse ter algum problema. Agora é tudo fast e standard, tem de ser tudo fast e standard.
A propósito disso, no primeiro dia de colégio da M., quando foi para a sala dos três anos, a educadora dela deixou-me ficar um pouco na sala, no início. Havia lá um menino 'novo' que ficou a olhar para um lápis como se de um bicho de 52 patas se tratasse. A educadora, inclusive, olhou para mim, do género 'ele não sabe o que é um lápis, aos três anos'... Bolas, que o meu filho sabe o que é um lápis desde que tinha menos de um ano. Quando foi para o colégio, a educadora até disse que o M. fazia uma coisa que os outros, em geral, ainda não faziam: trocar de lápis. Já tinha noção que podia pintar com uma cor, depois com outra, provavelmente por ver a M. a fazer isso em casa. Aliás, a educadora sempre sempre mas sempre disse que a nível cognitivo e social o M. estava a par dos outros. Agora, vou para a pediatra do desenvolvimento avaliá-lo a nível cognitivo? Bem, se eu tivesse levado a M. com esta idade à pediatra do desenvolvimento, não sei se ela 'passava' (LOL), porque ela não ligava a puzzles, a jogos de encaixe e outras coisas que tais. Só queria festa (deve ser genético), saltar, jogar à bola, andar de triciclo, brincar e outras coisas muito pouco intelectuais e de utilidade pública.
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O M. começou a andar tarde, é um facto. Gatinhava como se não houvesse amanhã, mas andar mesmo só aos 17 meses (se pensarmos que o filho da podologista começou a andar aos 18 meses e o meu marido aos 19, até que não está mal). Lá começou meio a medo, mas o certo é que, hoje, trepa sofás e cadeiras, salta, corre, cai e levanta-se num ápice, sobe escadas de escorregas com destreza, tenta subir para a cadeira do carro e salta fora dela. Aliás, ele imita a M. em tudo e consegue fazer quase tudo o que ela faz, o que penso ser bom já que ela tem mais de seis anos, não? O M. não ligava muito a bolas, agora anda atrás delas tipo Ronaldo; andava na mota eléctrica, mas tinha que andar alguém atrás dele, agora vai pegar nela, anda, faz marcha-atrás, sobe e desce passeios, põe-se em pé e quando lhe dizemos para se sentar faz olhar de mafioso e põe-se, claro, em pé... Enfim, não sei o que hei-de pensar.
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Ainda acerca do episódio do vómito de segunda-feira, a minha empregada acabou de me contar que o neto, da idade do M., nesse dia, estava cheio de sono, tanto que adormeceu às 18:30 enquanto ainda estava a ser arranjado depois do banho. Dormiu até às 8:30 do dia seguinte, o que é invulgar nele, já que costuma dormir muito pouco, deita-se muito tarde e levanta-se muito cedo. Pode ter sido, sei lá, devido a uma mudança climatérica? :SEm relação à tal 'irritabilidade', se o meu é assim, o neto dela não é 'melhor'. Ambos querem lavar os dentes sozinhos, não deixam que alguém os lave. Ambos não se querem vestir de manhã (o neto até dorme vestido para de manhã ser só sair da cama, senão faz birra). Ambos fazem birra se querem ir para a esquerda e nós para a direita. Ambos querem calçar sapatos e vestir casacos para ir à rua, senão lá vem birra. Como o M., o neto dela gosta do banho, mas não quer sair de lá, nem quando a água já está gelada e ele roxo (o M. ainda colabora na saída, tem é que vestir o roupão da mana). E, claro, depois não se quer vestir. Cruza os braços e, geralmente, é preciso haver umas três pessoas disponíveis para o agarrar e vestir (eu, sozinha, ainda consigo vestir o M., embora a custo, já que ele teima em andar nu, frio e engelhado atrás do Homem-Aranha e do Noddy; de vez em quando resolve colaborar, distraído com os desenhos animados dos Irmãos Koala, a ler um livro ou a brincar com uma novidade qualquer).
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Prognósticos, portanto: esperar muito, ansiar mais, ter muitas dúvidas e poucas certezas, pagar bem e ter pouco retorno. Como dizia o outro, é esperar pelo fim do jogo.
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