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sábado, 3 de setembro de 2011

Kidsland

ou como emular um parque de diversões longínquo.

Hoje a 'tara' da Disneyland Paris esteve ao rubro. Começou logo de manhã. Como hoje é sábado e ficámos todos em casa, deve ter achado que era a oportunidade perfeita para levar a sua avante e dar um saltinho até ao parque de... Paris! Não aceitou o 'vamos noutro dia', nem sequer o 'vamos amanhã', já em desespero de causa. Não.. Para ele tinha de ser 'logo', 'depois', 'hoje'!

Esteve, uma vez mais, agarrado à revista sobre esse parque de diversões. Folheou-a, namorou-a, perguntou o que eram algumas coisas, disse que ele e a mana iam ver os piratas, mas que ele não ia ver as princesas, só a mana.

E chateou, chateou, chateou com o 'vamos à Disneyland, sim?'. E não descansava enquanto não lhe dizíamos 'sim'. Arre. ;)

Expliquei-lhe que é preciso muito dinheiro, 'moedas', para ir, pelo que [era óbvio] foi logo buscar a moeda de dois euros que havia guardado, mas não a encontrou. A irmã correu em seu socorro, foi buscar o porta-moedas dela e deu-lhe uma moeda de cinquenta cêntimos. Ele ainda discutiu porque queria a nota de cinco euros, mas acatou ficar com a moeda e [achou que] tinha o problema da falta de dinheiro resolvido...

Depois do almoço foi o pico da coisa. Arranjou um saco de plástico e pôs lá dentro um pão embrulhado em papel de cozinha e iogurtes líquidos (supostamente para lanchar no parque... francês).

Lá lhe disse que é muito longe, mas ele insistiu que íamos. Chegou a dizer que a Bracalândia também é longe (ou seja, se fomos a um parque que é longe também podemos ir a outro).

Metemo-nos no carro e fomos a um parque perto de casa, mas ao qual nunca tínhamos ido. De nada serviu. 'Não é aqui, não é aqui', 'é para bebés'... Abandonou o parque, deixou-nos lá e foi para a beira do carro.

Foi aí que tive uma ideia luminosa. Ir a um parque noutra cidade, para o convencer com a distância que seria 'longe'. Só que ele dizia que não era por ali, não era por ali (mas por onde é que achava que se deveria ir? ;)). Depois, lá assumiu que não íamos à Disneyland e perguntou como é que se chamava o parque a que íamos. Mais uma ideia luminosa: 'Kidsland'. Sim, íamos ao parque de diversões 'Kidsland'!

E foi assim que chegados a outra cidade, a um parque infantil normalíssimo com jardim e árvores à volta, estávamos na 'Kidsland'. Ainda dentro do carro, espreitou, observou (nós a torcer para que ele ficasse convencido), disse-lhe que era ali o parque 'Kidsland' e dei uns gritinhos de contentamento. Olhou-me sério e... explodiu de alegria.

Estávamos safos.

Chegados a casa, diz: 'outro dia vamos à Disneyland!'. Ai...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lavagem cerebral II

Os quatro no restaurante.
Ele tenta tirar batatas fritas da travessa pela quinquagésima vez.
O pai olha-o de modo fulminante e exclama:
- Jáááááá...
E ele prontamente completa:
- Chega!
Ela intervém rapidamente para apresentar as conclusões das suas 'experiências laboratoriais':
- Estão a ver como lhe lavei bem o cérebro?!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lavagem cerebral

Os dois no banho.
Ela põe-lhe champô no cabelo e faz-lhe uma crista.
Ele fala, fala, não me lembro sobre o quê, mas não deve ter sido nada de mais. :) Ela, qual irmã babada, atira:
- Oh M., és mesmo inteligente! Tens tanta inteligência, mano!
Depois vira-se para mim:
- Estou a lavar o cérebro ao mano! Assim, ele vai ficar ainda mais inteligente.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

[Ainda a habituar-me à designação] Smurfs


Um copo para cada um. Uma toalha de praia para cada um. A dele é vermelha com um smurf, claro. Estavam mesmo a precisar, pois as outras já ficavam pequenas.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Xiiiiiii, tão grande!

No fim-de-semana fomos à Ikea. Já lá não íamos há bastante tempo. Penso que na última vez o M. ainda era bebé. Tínhamos a intenção de deixar o M. e a M. no espaço de brincadeiras de que a Ikea dispõe. Assim, podíamos ver mais tranquilamente o que queríamos, até porque envolvia algumas questões muito 'técnicas', portanto sem interesse algum para as crianças.

Só que a M., apesar de só ter sete anos (quase oito, pronto) está enorme. E a funcionária olha para ela e diz que já é muito grande! Pois que aqui os pais não sabiam que só entram crianças abaixo dos 125 cm. Mediu a M. e concluiu que mede bem acima dos 130 cm, logo nada feito. A M. ficou tristíssima, pois claro. E nós também. E o mais novo também. Porque apesar dele ter dito que ficava sozinho, sem a mana, na área infantil, não quisemos deixar só um. Ainda fomos saber se existia no shopping contíguo algum espaço semelhante que permitisse a entrada a miúdos maiores, mas nada... (há outro espaço mas com os mesmos critérios de altura). É o que dá ter filhos altos...;)

Lá fomos à loja ver algumas coisas 'a correr'. Quer-me parecer que a M. vai ter de se habituar, em breve, a não poder entrar na maioria dos 'espaços' de brincadeira em que o irmão entra. Até há uns tempos era ele que por vezes não podia ir por ser novo demais. Agora é ela. E é um problema tanto mais que ela adora tudo o que envolva actividade. A rapariga é o exercício físico em pessoa...

terça-feira, 15 de março de 2011

[In]disciplina

À mesa, ele teima, ora por pura distracção ora para nos provocar, em limpar as mãos ao pijama, em vez de utilizar o guardanapo. Ralho com ele e lá vai ao guardanapo, mas, logo a seguir, volta ao mesmo, grudado nos desenhos animados do canal Panda.

A irmã observa a situação e, no fim, conclui: O mano é muito IN-DIS-CI-PLI-NA-DO! É isso, ele é IN-DIS-CI-PLI-NA-DO! É como a Cláudia. Sim, a Cláudia do texto que lemos hoje na escola. Blá blá blá fugiu para a floresta blá blá blá e magoou-se e blá blá blá, também foi indisciplinada.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Três anos, três!

Ou, como diria o M., 'tê'.


De manhã, a ver um desenho que a mana lhe fez. Está a apontar e a nomear as figuras dele e da irmã. Gostou muito. ;)

De tarde, no colégio, com chocolate do bolo de aniversário na boca. Fui entregar o bolo e acabei por ficar à conversa com a educadora, o que levou a que me tenha acabado por cruzar com o M. Já não consegui 'fugir' e fui à 'festa' de aniversário no refeitório. O M. gostou muito de me ter lá e depois veio embora comigo. Até nem fez birras à saída do colégio e foi bem mandado até ao carro. A educadora diz que ele está a sair da casca e que faz muitas malandrices. Depois corrigiu e disse que malandro sempre foi, desde que o conhece, mas antes fazia as coisas mais pela calada. Agora, é descarado mesmo. Junta-se com os outros meninos (são muitos na sala) e fazem coisas de rapazes, asneiras basicamente.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Por que é que a gaja não existe, hã?!

Choradeira de todo o tamanho, hoje de manhã.
A M. descobriu que a Fada dos Dentes não existe. Afinal, quem lhe colocava as moedas debaixo da almofada e levava os dentes era... a mãe. E quem teve de lhe fazer esta revelação foram os próprios pais.

A culpa é do Plano Nacional de Leitura e da professora :P, que, na passada sexta-feira, enviou um livro sobre lendas do mar para ler em casa. E lá vêm as sereias.
- Existem?
- Não, são seres imaginários, como os dragões.
- Os dragões também não existem?
- Não. Então, existiram?
- Não.
- Não pode ser, blá blá blá, existiram, existiram.
[Aqui tem influência, de certo, a paixão pelo FCP].
- Não, não existiram.
- E os dinossauros?
- Esses existiram, mas já não há.
- Pois, e os dragões também existiram, mas já não há.
- Não, esses nunca existiram.

A última lenda do livro é sobre a fada das ondas.

- Ah e tal, mas as fadas existem, não existem?
- Huuummm, deixa ver, hummm, mais ou menos, hummm não.
- Existem!! Porque a fada dos dentes existe! Foi à minha cama e deixou moedas! O primo G. disse que ela não existe, mas ele não sabe, pois não? Ainda não lhe caiu nenhum dente, ele não sabe.
- Ele já sabia este segredo, porque é mais velho.
- Não é nada!!! Tem seis anos como eu!!!
- Pois tem, mas é um mês mais velho, por isso já sabia.
- Não quero que ele seja mais velho do que eu!!!!!!!!!!!!!!!! Quero ser mais velha do que ele!!!!!!!!!!! Buááááááá!!

[Entretando, tinham-me nascido mais um cabelo branco e duas rugas.]

Pronto, lá tivemos de lhe explicar que é só uma história que se conta às crianças pequenas e que ela já é grande, por isso já pode saber o segredo.

Chorou, chorou, chorou.

- É a mãe que guarda os dentinhos e põe moedas, porque tu nasceste da mãe e já tinhas os dentes. 'Vieram' da mãe blá blá blá whiskas saquetas blá blá blá.
- Eu não quero que sejas tuuuuuu!!!! Não!!!! E o Pai Natal?
[Uuuuuuuuuuuuuuppppppppppppssssssssssssssss]
- Eu quero ver o Pai Natal!!!!!!!!!!!!!!! Quero dar-lhe um beijo quando vier cá a casa!!!! Vou ficar nas escadas à espera!!!!!!!!!!!! Ele existe!!!!!!!!!!!!!!

O Pai Natal ficou para depois. O choque já foi suficiente. Foi ficando melhor quando insisti que tinha de guardar o segredo sobre a Fada dos Dentes, para que as crianças mais pequenas, inclusive, o mano, não o descubram. Quando os dentes do mano caírem (coitado, os últimos dentes ainda estão a acabar de crescer e já têm sentença), ela vai ajudar-me a guardá-los e a colocar moedas debaixo da almofada. Depois, quando ele for maior, vamos contar-lhe o segredo.

- Onde é que guardaste os dentes?
- Numa caixinha.
- Quero ver!

Desmistifiquei a Fada dos Dentes. Já não lhe encontro piada alguma. Sou uma fadacida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tem pouco mais

de seis anos e meio, a menina. Entrou para o primeiro ano do primeiro ciclo do Ensino Básico (não era tão mais fácil dizer apenas 'primeira classe'?) em Setembro do ano passado. Devido às vicissitudes da vida, acabou por ir para outra escola que não aquela que estava 'programada'. Tudo novo. Escola nova, professora nova, auxiliares novas, colegas novos. Novos significa desconhecidos. Penso que o facto de ser ao lado de casa facilitou muito.

Como sempre, travou logo amizade com os rapazes. Acho que os escolheu pelo desenho das mochilas. Um tinha uma do Homem-Aranha, outro uma dos Cars. Sempre adepta de super-heróis e coisas sobre rodas, ganhou dois amigos instantâneos. Hoje em dia, é 'professora' de um deles, uma vez que a professora os distribuiu pelas carteiras, aos pares, sendo um 'melhor' do que o outro, para que o primeiro auxilie o segundo quando necessário.

Na reunião pós primeiro período, a professora descreveu-a como sendo muito respeitadora e trabalhadora. Disse que a turma no geral é boa, mas que ela é excelente. Que mesmo quando os bons alunos precisam de um empurrão, ela consegue lá chegar sozinha. Segundo ela, é a filha que qualquer pai gostaria de ter e pensa muitas vezes na sorte que teve ao calhar na turma dela.

Por ironia do destino (tendo em conta as suspeitas que tivemos em relação ao irmão), a escola para a qual teria ido e que acabou por não ir é a única da região que integra uma unidade de ensino a crianças com autismo. Continuando com a ironia, na escola onde está tem na sala uma menina com surdez, que precisa de NEE. Descreve-a da seguinte forma: 'Ela não ouve como nós, mas faz tudo bem e depressa'. Acho que as turmas com crianças com NEE deviam ser a regra, assumindo que houvesse condições para o efeito, e não a excepção, o 'vamos lá porque tem de ser'.

Nos intervalos, joga sempre futebol. Quer treinar muito para ser boa jogadora e guarda-redes. A professora diz que lhe acha um piadão, porque apesar de ser muito dedicada na sala de aula, chega ao recreio e é logo a primeira a pôr todos a jogar futebol. É um despacho, sempre foi.

Na escola aprenderam 19 letras, mas já lê tudo. Palavras complicadíssimas, livros inteiros. De vez em quando, aparece alguma dificuldade, mas esclarece a dúvida e segue. Lê com rapidez e autocorrige-se quando pronuncia mal uma palavra. É curiosa, persistente, teimosa, perfeccionista.

Relembro-lhe, mas nem era preciso, que a vida não pode ser só estudar, também é muito importante brincar. Ela diz que já sabe e é verdade. Faz os trabalhos de casa bem e depressa, regra geral, e depois vai treinar mais com a bola de casa ou vai ver desenhos animados enquanto os imita saltando no sofá até ficar transpirada. Aí, alguém ralha com ela porque também não é preciso tanto. Provavelmente, segue em direcção ao quadro de brincar, pega no giz e faz exercícios de Língua Portuguesa ou de Matemática. Nós somos os alunos. Ela é exigente e nós acabamos por ficar aborrecidos e dispersamos, pelo que continua sozinha ou vai brincar com o irmão. É quase certo que coloca a sua fralda de pano às costas, tipo capa, e a fralda de pano do irmão nas costas dele, também tipo capa, e fingem que são super-heróis.

Acredita que a fada dos dentes levou os quatro dentes que já caíram e deixou ficar moedas em troca, e que o Pai Natal existe e sabe tudo. Continua muito zangada com o rei mau que matou Jesus, e faz tudo para poder ajudar o senhor padre na missa das crianças. Adora comer e até dorme bem, mas é mais por interesse uma vez que já sabe que tem de dormir muito para ser grande e forte.

É a minha filha.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Anatomia de Papá

O M. e a M. voltam hoje de uns dias de férias. Uma espécie de férias forçadas, porque o papá foi operado ao nariz da terça-feira e está a recuperar.

A operação correu bem, mas o pós-operatório está a ser mais difícil do que o esperado, já que além da remoção de sinéquias e de dois pólipos, acabou por ter de fazer também a correcção do desvio do septo (não estava previsto, porque o devio não era significativo, mas teve de ser, senão o médico não conseguia chegar às sinéquias).

Hoje, o papá já foi ao otorrino para remover umas enormes esponjas que lhe tapavam o nariz todo e o impediam de respirar. Espero que agora, finalmente, comece a conseguir comer. Para a semana, vai remover o silicone do lado esquerdo, e uma semana depois vai remover os dois silicones do lado direito. Só espero que depois de isto tudo, fique com o problema resolvido!

Parece que hoje dá o último episódio da Anatomia de Grey. De certeza que não o vou conseguir ver, deixo para amanhã. Para quem ficar triste porque está no fim e que saudades que vai deixar e ai que gostava tanto de ver os Mc não sei quê e tomara que haja mais uma série e ai que tristeza como é que eu vou arranjar uma série que me faça chorar assim e blá blá blá... Não se preocupe porque tem sempre: o meu blog! É que não há meio de falar noutra coisa aqui, é só médicos, exames, medicamentos, cirurgias e afins. Xiça... :S
[E eu nem conto tudo. Ainda hei-de postar sobre o resto, mas aviso já que é assunto que nunca mais acaba. Acho que há médicos com menos experiência que eu em pediatria e otorrinolaringologia. Sinceramente, já merecia um doutoramentozinho Honoris Causa ou então podiam convidar-me para cronista/crítica na área de medicina, podia ter uma coluna num semanário qualquer e opinava e atribuía estrelas de uma a cinco aos médicos e às instituições. :P]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dieta rápida!!

O mais novo costuma andar com várias peças de roupa no corpo, para fazer face ao frio, o que lhe confere um ar mais rechonchudo. Certo dia, dentro de casa, e porque estava menos frio, andava com menos peças no tronco. Por isso, a mais velha, ao chegar ao pé dele, exclamou, muito surpreendida:
- Oh M., estãs tão magriiiiinho!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Há várias formas de saber

se um bebé tem cocó na fralda. Uma delas é passar pela salinha dos brinquedos e ouvir a mais velha dizer ao mais novo:
- Oh M., cheiras tão mal! Que nojo!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais cenas românticas

Na sexta-feira, fui buscá-los um pouco mais tarde ao colégio. Por isso, a mais velha acabou por ir para o pátio brincar com os amiguinhos. Acontece que o pátio tem visibilidade para a sala do mais novo. Tudo bem se a porta da sala estivesse sempre fechada. O problema é que a auxiliar teve de abrir a porta para atender uma mãe de um menino e o mais novo acabou por ver a... MANA no pátio!

Ela pôs-se a dizer-lhe adeus toda empolgada e ele, claro, choradeira! As auxiliares diziam que ele devia ter medo que a mana fosse embora sem ele, porque estava a dizer adeus. Eu acho que ele nem reparou no adeus, simplesmente viu-a e queria ir ter com ela. Conclusão: ficou a chorar até eu chegar, o que, ao que parece, não demorou muito. Não quis ficar na espreguiçadeira, ao lado da sua querida M.J., pelo que foi para uma cadeirinha de comer (gosta mais, em casa também já não usa a espreguiçadeira). Quando peguei nele ao colo, parou de chorar, começou a rir-se, riu-se para a mana, e foi feliz no carro, para casa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Choros e sonos

Na quarta-feira, finalmente mana e mano encontraram-se no colégio, no refeitório. Ele já estava a terminar, ela ainda ia almoçar.
Ele, ao vê-la, começa a chorar. Queria a mana.
Ela, ao assistir à choradeira, começa a chorar também ("ele queria a mim").
Ela lá foi dar-lhe um beijinho, para ambos acalmarem.
Imagino a cena romântica! :D


Ontem, ele estava a comer a sopa, quando, por volta das 20:30, adormeceu na cadeira de refeições. Terminou a sopa já a dormir. Fui deitá-lo na caminha e lá ficou... até às 08:30 da manhã. Dormiu seguidinho, nem acordou para o leite (também não quis acordá-lo). E só acordou a essa hora porque tinha que ir para o colégio. Por ele, continuava a dormir. Sai ao pai. ;)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Roupa II

Os adeptos do princípio 'um-casalinho-é-que-é-fixe-e-não-há-nada-melhor-que-um-casalinho-porque-só-assim-o-universo-faz-sentido-e-tem-equlíbrio-e-quem-não-almeja-tal-feito-não-é-de-boas-famílias-nem-sequer-é-deste-mundo' não estão, de certeza, a pensar (entre tantas outras questões logísticas) nas toneladas de roupa e acessórios que tenho guardados e que poderiam ser passados da mais velha para o descendente mais novo, caso fosse uma rapariga.

No que diz respeito a roupa de bebé, ainda consegui que o mais novo vestisse bastantes peças da mais velha, mas, agora, o caso começa a complicar-se. E prevejo que será cada vez mais árduo encontrar alguma peça que possa ser herdada pelo mais novo, porque ele não é propriamente fã do rosa, dos folhos, das flores e dos laços.

Se fosse ao contrário, vestir roupa de menino a uma menina, a tarefa teria mais sucesso. A roupa deles é sempre mais neutra do que a roupa delas... Portanto, nas várias caixas de roupa dela, sou capaz de encontrar uma camisola branca de gola alta, umas calças de ganga que foram transformadas em calções que passarão para o irmão, meias e pouco mais.

A única vantagem, no meio disto tudo, é que, se tiver um terceiro filho, seja rapaz ou rapariga, roupa é coisa que não vai faltar!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Na cozinha ou Bela vida esta!

Ele, sentado na cadeirinha de comer.
Ela, em pé, ao lado dele.
Porquê?
Porque ele massaja-lhe o cabelo enquanto ela vê televisão.

(A mim só me puxa o cabelo, não há cá massagens... :S)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Fraternidades

Ela já tem um mealheiro há muito. Está composto, pesadote.
Ele tem um mealheiro há pouco, que ele também não nasceu há muito. Está leve, quase vazio.

Assim sendo, o que é que ela faz às moedas que são para ela e às moedas que são para ele? Quer colocá-las todas no mealheiro dele, porque 'tem pouquinhas'. E já o fez mesmo. Foi uma trabalheira convencê-la que não podia ser assim, pois a rapariga reivindicava que o mano precisava de encher o mealheiro. Temos mana!

terça-feira, 4 de março de 2008

A argola-roca-pulseira

Este brinquedo é do mais novo. Trata-se de uma lagarta cujas patas com velcro 'agarram' na argola. A argola é uma espécie de roca, sendo a lagarta destacável.

A mais velha interessou-se bastante por este brinquedo do mano. Toca a ver-se livre da lagarta e a usar a argola como uma pulseira barulhenta, passeando-se pela casa com tal artefacto. Desisti de colocar a lagarta na argola, porque ela tratava sempre de a tirar.

Num destes dias, a argola estava no tabuleiro da cadeirinha de comer e, passado um pouco, quando olho, a argola já estava no pulso direito dele, à semelhança do que a mana faz. Coincidência ou anda a imitá-la?

segunda-feira, 3 de março de 2008

De Mãos Dadas

quando vão nas respectivas cadeirinhas, no carro. Ela estica-se e lá vai toda torta, só para conseguir dar a mão ao mano. Por vezes, adormecem os dois, assim, durante a viagem.

De mãos dadas quando estão os dois deitados na cama dela, a ouvir a história.

De mãos dadas quando estão no sofá a ver um DVD.

De mãos dadas quando ele está no meu colo e ela ao meu lado.